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Controle de Glicemia

Controle da glicemia: automonitorização 

O portador de diabetes pode controlar sua glicemia em casa com a automonitorização glicêmica. Os exames de laboratório devem ser feitos regularmente, mas são os resultados colhidos em casa que permitem o ajuste do tratamento, verificando a variação do diabetes de um dia para o outro e em diferentes situações.

 

O teste de glicemia capilar – o teste da “gotinha” ou “ponta de dedo”- permite acompanhar os níveis de glicemia no sangue durante o dia, avaliando a eficiência da dieta, da medicação oral e da administração de insulina.  Através desses resultados, pode-se mudar ou não o tratamento aplicado ao paciente.

 

 

Valores recomendados pela Associação Americana de Diabetes (ADA) 


• Glicemia em jejum: 70 a 99 mg/dL 
• Glicemia pós-prandial até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dL 

 


Algumas recomendações importantes


A frequência do perfil glicêmico - o conjunto de glicemias capilares realizadas num dia – depende do objetivo desejado, do controle emocional para realizar vários testes, da condição socioeconômica e dos medicamentos utilizados. Em outras, palavras, cada paciente deve ter suas metas individuais.

A bomba de infusão contínua de insulina exige que se meça a glicemia várias vezes ao dia para administrar a dose correta em relação à quantidade de carboidrato ingerida em cada refeição. 

No caso de portadores de diabetes tipo 1 ou 2 que usam insulina, o teste deve ser feito em jejum, antes da alimentação, antes e após o exercício físico, quando há suspeita de hipoglicemia ou hiperglicemia, nas doenças intercorrentes (infecções, vômitos, diarreia) e nos ajustes de doses de insulina. 

Quando a pessoa é orientada pelo médico a realizar a suplementação de insulina R (ação Rápida) ou UR, (ação Ultrarrápida), deverá fazer as glicemias capilares antes das refeições. 

Os portadores de diabetes tipo 2 que usam hipoglicemiantes orais, além de insulina noturna, devem fazer a glicemia de jejum e antes do jantar. Ao menos um dia por semana, devem fazer glicemia após o almoço e o jantar para verificar a absorção dos nutrientes e a necessidade de controle alimentar mais rigoroso. 

A glicemia capilar deve ser realizada toda vez que houver suspeita de hipoglicemia e repetida sempre que os resultados estiverem fora dos objetivos determinados pelo médico. 


Anote os resultados de maneira organizada

Além dos resultados, anote também os acontecimentos importantes relacionados à glicemia obtida, tais como: complementação de insulina, sintomas de hipoglicemia, diminuição ou excessos alimentares, presença de infecção, quadros de vômitos e diarreia, atividade física não programada e uso de outros medicamentos. 
Essas informações são fundamentais para que o médico e outros profissionais possam monitorar o paciente e inserir alterações no tratamento para o bom controle glicêmico. 

 

Como evitar erros de leitura

O glicosímetro é um aparelho preciso, os erros costumam acontecer devido a procedimentos incorretos, tais como:

 limpeza inadequada do aparelho 
 uso do glicosímetro ou da fita em temperaturas diferentes da temperatura ambiente 
 fitas fora do período de validade 
 glicosímetro não calibrado para a caixa de fitas em uso 
 gota de sangue muito pequena

 

Para não errar, peça ajuda ao seu médico ou educador em diabetes para aprender a usar o aparelho corretamente.

 


EXAMES DE AÇÚCAR E CETONAS 

A pesquisa de açúcar na urina (glicosúria) é uma avaliação indireta da glicemia, já que o teste só é positivo a partir de 180 mg/dL. É a partir desse valor que os rins passam a "filtrar" a glicose na urina. 

 

Portadores de diabetes tipo 1 ou dependentes de insulina devem monitorar a presença de cetonas na urina ou no sangue sempre que o diabetes estiver mal controlado, ou seja, sempre que a glicemia capilar passar de 250 mg/dL.  O teste também é recomendado quando houver infecções, gripe, estresse e outros problemas de saúde. De modo geral, todos os portadores de diabetes devem checar periodicamente a quantidade de cetonas na urina ou sangue. 

Em caso de dúvida, sempre consulte seu médico.

 

 

TESTE DE HEMOGLOBINA GLICADA OU A1C

 

O exame laboratorial A1C, ou hemoglobina glicada, é a maneira mais eficiente para avaliar  o controle da glicemia. A hemoglobina é uma proteína encontrada na hemácia, célula sanguínea com vida média de 90 a 120 dias. Em um processo conhecido como glicação, a glicose no sangue se liga a uma fração da hemoglobina. Assim, quanto maior a quantidade de açúcar no sangue, maior o índice de glicose ligada à hemoglobina. Pessoas não portadoras apresentam A1C de até 5%. Portadores com diabetes mal controlado podem chegar a 12%.

A hemoglobina glicada mostra os níveis médios de glicemia dos últimos 2 a 4 meses, revelando se o controle de diabetes foi bem executado, seja através de medicamentos ou pela alimentação balanceada. O nível de A1C em portadores deve permanecer abaixo de 7%.

 

Cada teste possui um objetivo

A glicemia de jejum ou a glicemia pós-prandial medem o nível de glicemia no momento do exame, enquanto a hemoglobina glicada mede a glicemia média do paciente durante os últimos 2 a 4 meses.

Cálculo de IMC

Mantenha peso saudável

    Peso saudável é aquele adequado para cada indivíduo de acordo com seu biótipo e características pessoais.


 

    O excesso de peso decorrente do acúmulo de gordura aumenta o risco de várias doenças, incluindo diabetes e hipertensão. Para saber se o seu peso está adequado, faça o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC): divida seu peso (kg) por sua altura elevada ao quadrado (m2). Se o valor estiver entre 18,5 e 24,9 kg/m², tudo bem. Caso contrário, procure seu médico. Se quiser, verifique o quadro abaixo se o seu IMC está dentro do padrão.

Peso:

(em Kg - Ex.: 80)

Altura:

(em m - Ex.: 1,80)

 

Categoria

IMC

Abaixo do peso

Abaixo de 18,5

Peso normal

18,5 - 24,9

Sobrepeso

25,0 - 29,9

Obesidade Grau I

30,0 - 34,9

Obesidade Grau II

35,0 - 39,9

Obesidade Grau III

40,0 e acima

 

 

Todo portador de diabetes deve fazer regularmente o teste de hemoglobina glicada, ou A1C. Pessoas não portadoras apresentam A1C entre 4% e 6%. Portadores com diabetes mal controlado podem chegar a 12%, sendo que o ideal é apresentar valores abaixo de 7%.

Quanto maiores os valores, maior o risco de complicações como infarto, derrame, doença renal, neuropatia e problemas circulatórios. Para evitá-las, é preciso manter a glicemia dentro dos níveis determinados pelo médico, monitorando-a com frequência, tomar as medicações prescritas e, claro, praticar exercícios físicos e ter dieta saudável.

O exame de A1C é uma leitura feita em laboratório que informa a média de glicose nos últimos dois a três meses. O procedimento mede a glicose aderida às moléculas de  hemoglobina nos glóbulos vermelhos. Quanto maior o nível de glicose no sangue mais ela se apega à hemoglobina e, assim, maior a A1C. Os glóbulos vermelhos, ou hemácias, duram 120 dias. Daí, medir o percentual de moléculas de hemoglobina com glicose associada  determina a quantidade extra de glicose na corrente sanguínea durante os últimos meses.

A A1C deve ser feita a cada três ou seis meses. Não requer jejum e pode ser feita a qualquer hora do dia. Contudo, não é eficaz para uma avaliação de curto prazo.

Estudos recentes destacam a importância da glicemia média diária estimada a partir de uma correlação entre níveis de A1C e os possíveis níveis de glicemia de jejum. Acompanhe a tabela abaixo:

A American Diabetes Association, a International Diabetes Federation e a European Association for the Study of Diabetes (EASD) - as principais entidades médicas e de pacientes de referência em diabetes no mundo – recomendam a utilização deste conceito de glicemia média estimada em substituição aos valores correspondentes de hemoglobina glicada (A1C).


Para obter o perfil glicêmico de um portador de diabetes, é preciso avaliar os resultados das glicemias realizadas num mesmo dia, em diferentes horários. Abaixo, um exemplo de perfil glicêmico de sete dias.

Fonte: Diabetes na Prática Clínica - E-Book da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O gráfico mostra a evolução das glicemias durante uma fase de ajuste de tratamento. Podemos observar que os níveis iniciais, que variavam entre 300 e 400 mg/dL, passaram a variar de 160 a 180 mg/dL ao final de sete dias, demonstrando a eficácia do ajuste.


Tags: glicemia glicose
 

Após as refeições, ocorre um aumento rápido na taxa de glicose no sangue, denominado pico de glicemia. Com isso, o portador de diabetes pode correr risco de complicações cardiovasculares. Para saber a dosagem desta glicemia, é preciso fazer a glicemia pós-prandial no máximo até duas horas após cada refeição.

Após duas horas da ingestão de carboidratos, o valor normal é de até 140 mg/dl. De 140 a 200 mg/dl, estado de alerta. A glicemia pós-prandial fica caracterizada se o valor ultrapassar 200 mg/dl.

Isto acontece porque, nos portadores de diabetes, a liberação de insulina atrasa de 30 a 60 minutos após a refeição, mantendo altos os níveis de glicose por um período prolongado, o que resulta em uma hiperglicemia pós-prandial. Grandes quantidades de glicose amplificam os danos ao organismo, com lesões na parede dos vasos sanguíneos, risco de tromboses e derrames. Daí a importância deste exame para um controle mais efetivo do diabetes.


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Última atualização: 15/03/2016
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